Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois

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8.6.11

Público online

No passado dia 13 de Maio, na sua crónica quinzenal no Ípsilon, António Pinto Ribeiro abordou o tema dos públicos.
Dentro do enorme tema dos públicos, a sua ênfase vai para as mudanças no acesso a bens/produtos culturais provocadas pelo crescimento e difusão da internet. Salienta que a internet não é apenas um veículo de promoção de determinado evento/equipamento, mas que se tornou ela própria uma nova “experiência de recepção, sobre a qual muito está por saber”, tendo reformulado as existentes “possibilidades de aprendizagem e formulação de estéticas de recepção.”

Como ferramenta de divulgação/acesso à informação, a internet tem permitido curiosas e impressionantes experiências de aprendizagem/conhecimento, das quais me saltam à memória o Google Earth e o Google Art Project . Embora, por exemplo, estes não substituam a experiência in loco, não deixa de ser uma experiência que impressiona pelo investimento tecnológico e pelas possibilidades que apresenta.

Teoricamente, a internet vem permitir a democratização do acesso à informação e à cultura, obrigando a rever o paradigma de Bourdieu, cuja génese ideológica não era nova, mas não tinha sido até à data comprovada cientificamente. Hoje, potencialmente, todos temos acesso à internet, mesmo não sendo nas nossas casas, através, por exemplos, da rede nacional de espaços jovens e de outros serviços e instituições.

Resta-nos agora perceber os efeitos reais e o modo como os públicos - a “instância mais propicia à infidelidade” – virtuais podem deixar a sua marca e apreender o conhecimento e as instituições.

2 comentários:

  1. estava a ler e a única coisa que me vinha à cabeça era púbicos... não me estava a soar muito bem.

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  2. O que poderei dizer sobre o binómio púb(l)icos?
    Qualquer performance gosta da sua empenhada presença!

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